Grand Canyon

Olá pessoal! 🙂

Como eu já contei pra vocês lá no Instagram (@comer_amar_e_viajar), eu aproveitei minha viagem à Las Vegas para conhecer um lugar que eu sempre sonhei e que eu sei que também faz parte do imaginário de muita gente: o Grand Canyon!

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Grand Canyon West

O Grand Canyon é um dos cânions mais famosos e imponentes do mundo, e encontra-se localizado no Estado do Arizona – EUA, e trata-se de um desfiladeiro esculpido pelo Rio Colorado, que chega a atingir impressionantes 1.600 metros de altura!

Ele é divido em 3 (três) margens: South Rim (borda sul), North Rim (borda norte) e West Rim (borda oeste). O South Rim e o North Rim, são as margens mais distantes de Las Vegas, e ficam a cerca de 450km da cidade, dentro do Grand Canyon National Park.

Já o West Rim é o ponto mais próximo de Las Vegas, encontrando-se a apenas 195km de distância da cidade, e situa-se dentro de uma reserva indígena – a tribo Hualapai, mas fora do Parque Nacional. Na margem Oeste é onde está instalada a famosa Skywalk – aquela passarela de vidro em formato de U, que fica suspensa sobre o Grand Canyon e nos possibilita caminhar sobre uma parte do desfiladeiro.

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Skywalk

Como de costume, eu pesquisei muito antes de optar por qual das margens visitar, pois eu já tinha lido muita gente falar que não valia a pena ir somente à borda Oeste, que dizem ser bem menor quando comparada à margem Sul, que seria ainda o lado mais bonito e o que realmente proporciona uma experiência completa no Grand Canyon.

Mas, considerando a distância, e tendo em vista que nosso objetivo era fazer um passeio de bate e volta, achamos que a melhor opção seria ir somente até o West Rim, e deixar a borda Sul para quando o Grand Canyon for o destino principal da nossa viagem.

E já adianto a vocês que nossa escolha não poderia ter sido mais acertada! O lugar é simplesmente indescritível, recheado de paisagens incrivelmente lindas e únicas. A experiência foi incrível e iria perder muito se tivesse deixado de visitar o West Rim em minha viagem a Las Vegas. Então, a conclusão é a seguinte: se você não está com muito tempo disponível, e mesmo assim ainda quer ter o privilégio de conhecer um pedacinho do Grand Canyon, vale muita a pena visitar o West Rim.

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Grand Canyon West – Eagle Point

Existem algumas pessoas que se arriscam a fazer um bate e volta de Las Vegas até a South Rim, mas na minha opinião, não vale a pena fazer isso. Primeiro por conta da distância, que é muuuito grande, e, certamente, será muito desgastante passar cerca de 8 (oito) horas dentro de um carro ou de um ônibus, o que fará com que você já chegue lá tão cansado que não terá disposição para aproveitar o Grand Canyon da forma que ele merece ser aproveitado. Segundo porque o seu tempo efetivo no South Rim será muito pequeno, e, se seu desejo é realmente conhecer a borda Sul, o aconselhável é que você se hospede, no mínimo, por duas noites, seja dentro do Parque Nacional, ou em alguma das cidades nos arredores, e assim, com toda calma e tranquilidade, você realmente terá uma experiência completa e conseguirá explorar o South Rim de verdade 😉

Como ir ao Grand Canyon West partindo de Las Vegas?


Existem inúmeras agências de turismo em Las Vegas que oferecem o passeio até o Grand Canyon West, e você pode optar por fazê-lo de duas formas: uma excursão de ônibus, ou, se quiser/puder gastar umas doletas a mais, pode contratar o passeio de helicóptero, que também sai de Las Vegas rumo ao West Rim.

Os passeios de ônibus costumam incluir, na ida, uma parada na Hoover Dam, que é uma represa que fica na divisa dos estados de Nevada e Arizona, e é considerada o maior projeto de engenharia dos Estados Unidos. A represa já foi, inclusive, cenário de um dos filmes do Superman!

Como já contei pra vocês nos posts anteriores, na minha viagem a Las Vegas eu optei por alugar um carro, e, por isso, pude fazer esse passeio por conta própria. Além de ter saído bem mais em conta do que o valor cobrado pelas agências de turismo, o carro nos proporcionou uma maior liberdade, e assim, pudemos fazer o passeio do nosso jeito, fazendo diversas paradas pelas icônicas estradas do deserto, que possuem paisagens de tirar o fôlego e diferente de tudo que já vi na vida.

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A caminho do Grand Canyon West

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Caso você também opte por fazer esse trajeto de carro, basta você colocar no endereço do GPS Grand Canyon West Airport, que é onde você vai estacionar, e o melhor, de forma gratuita! O trajeto até o Grand Canyon West é super tranquilo, e como vocês podem ver nas fotos acima, é todo feito em uma estrada em perfeito estado de conservação e muito bem sinalizada, como a maioria nos EUA. O percurso durou cerca de 2 (duas) horas e meia, com apenas uma parada rápida.

Os ingressos


Do estacionamento do aeroporto você já vai avistar uma enorme tenda branca, que é a onde você deve se dirigir para comprar seus ingressos, que são três tipos:

  • Hualapai Legacy Day Pass (U$ 46,92 + taxas) – esse ticket dá direito a entrada do parque + o translado de ônibus para todos os mirantes
  • Legacy Gold (U$ 82,37 + taxas) – esse ticket inclui a entrada do parque + o traslado de ônibus para os mirantes + uma refeição + a entrada da Skywalk
  • Hualapai VIP (U$ 333,14 + taxas) – esse ticket é o mais caro de todos e, como diferencial, ele oferece um tour guiado pela tribo Hualapai e o acesso aos mirantes é feito através de um veículo privado

O Hualapai VIP, na minha opinião, é totalmente desnecessário e nós optando por adquirir o ingresso Legacy Gold porque ele oferece a entrada para a Skywalk, que não pode ser comprada em separado e não é oferecida no ingresso mais básico, o Hualapai Legacy Day Pass.

Além do ingresso de entrada do parque, existem diversos outros passeios que você pode comprar por fora, como o rafting no Rio Colorado e o sobrevoo de helicóptero pelo Grand Canyon. Esse último possui diversas combinações e, inclusive, sai bem mais em conta comprar esse passeio diretamente no West Rim do que comprar o passeio que sai diretamente de Las Vegas. Nós optamos pelo sobrevoo de 40 minutos sobre o Grand Canyon, com pouso na base, às margens do rio Colorado, e custou U$ 158,82. Para saber sobre todas as opções de passeio e os respectivos valores, você pode acessar esse site  aqui.

Atenção: Caso você também vá ao Grand Canyon West de carro e tenha interesse em fazer o sobrevoo de helicóptero, não esqueça de chegar cedo ao parque, pois os horários são agendados e as vagas esgotam rápido, e, se você chegar tarde, pode acabar não conseguindo fazer o passeio, como infelizmente já vi acontecer com muitas pessoas!

O Grand Canyon West


O West Rim possui três pontos de observação: o Eagle Point, o Hualapai Ranch e o Guano Point. O ônibus, que sai da entrada principal, leva os passageiros até cada mirante e você pode ficar lá o tempo que quiser, pois, a cada 15 minutos, passa um outro ônibus para levar aos demais pontos de observação.

  • Eagle Point

O Eagle Point foi o nosso primeiro ponto de parada e o nosso primeiro contato visual com o Grand Canyon. A vista desse mirante é realmente linda e rende ótimas fotos. É muito difícil segurar a vontade de chegar bem perto da borda para tirar fotos incríveis e sem as milhares de pessoas que ficam aglomeradas alí (minha mãe quase teve um infarto me vendo tirar as fotos – sorry mãe, te amo!) ❤

No Eagle Point é onde se encontra instalada a Skywalk e nesse ponto também encontra-se uma área com réplicas de habitações de várias tribos indígenas.

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A Skywalk, como já contei pra vocês , é uma passarela de vidro suspensa sobre o Grand Canyon em formato de “U”, que nos permite ter a sensação de caminhar sobre o vazio do desfiladeiro. Não é incomum, inclusive, você cruzar com pessoas no meio da passarela totalmente imóveis, sem conseguir sequer tirar as mãos da barra de ferro, por conta do medo de altura. Mas eu achei o percurso super tranquilo e adorei a experiência, apesar de bem rapidinha.

Para entrar na Skywalk precisamos calçar uma meia para não arranhar o chão de vidro e não podemos entrar com nenhum objeto, muito mesmo câmera, celular, tablet ou filmadora, que devem ficar todos trancados em um locker, e, após, passamos por um detector de metais (não adianta tentar esconder a câmera).

Lá na passarela existem fotógrafos profissionais que irão tirar várias fotos suas, e, ao final, caso queira, você pode comprar todo o pacote ou somente fotos avulsas, por um preço beeeem salgado, mas que você acaba sucumbindo por esta ser  única recordação que você terá da Skywalk. Para vocês terem uma ideia, as fotos avulsas custam em torno de U$ 17, e o pacote com todas elas gravadas em um CD, custa quase U$ 100 (sim, um absurdo!).

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Após visitar a Skywalk e fazer um lanche rápido no Eagle Point, nós pegamos o ônibus em direção à entrada principal, que é onde fica o ponto de encontro do nosso sobrevoo. Um pouco antes do horário marcado, o piloto já chamou pelos nossos nomes e seguimos para o heliporto. O sobrevoo durou cerca de 20 minutos (10 na ida e 10 na volta) e ficamos pousados na base por cerca de 20 minutos.

Dica: No helicóptero cabem seis pessoas ao total, e, por uma questão de justiça, as três pessoas que forem na frente na descida, deverão retornar na parte de trás. A minha dica aqui é que você opte por ir na frente logo na descida, pois a sensação de ver o helicóptero mergulhando no Grand Canyon é simplesmente i-n-d-e-s-c-r-i-t-í-v-e-l. Foto nenhuma conseguirá retratar o que meus olhos viram aquele dia! Simplesmente foi uma das melhores experiências que tive na minha vida e, sem dúvidas alguma, a melhor parte da visita ao Grand Canyon!

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Já na base do Grand Canyon West
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Rio Colorado
  • Guano Point

Após o sobrevoo de helicóptero, nós novamente pegamos o shuttle em direção ao Guano Point, um outro mirante onde podemos subir em uma pedra e de lá ter uma melhor visão panorâmica dos cânions e do Rio Colorado, que é ainda mais sensacional que a do Eagle Point.

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  • Hualapai Ranch

O Hualapai Ranch é um ponto bem diferente, pois, na verdade, trata-se de uma cidade fantasma inspirada no Velho Oeste americano, mas nós dispensamos a visita a esse ponto por não acharmos interessante. Nós só queríamos saber mesmo era do Grand Canyon e das suas vistas espetaculares 🙂

Depois de terminar nossa visita no Grand Canyon West, nós seguimos o caminho de volta a Las Vegas, e tivemos a sorte de assistir ao pôr do sol de um mirante que encontramos no meio da estrada do deserto:

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Dicas Gerais


  • As bordas do Grand Canyon não possuem guarda corpo, então muito cuidado ao chegar muito próximo delas, pois já li relatos de acidentes com morte alí. Não vá arriscar sua vida por uma foto!
  • Não esqueça de usar um protetor solar e se hidratar bastante, principalmente se você for durante o verão, pois o sol de lá é muito forte.
  • Use calçados confortáveis, pois o chão do Grand Canyon é irregular e, para evitar acidentes, o ideal é que você não use qualquer tipo de salto.

E essa foi a minha experiência no Grand Canyon West. Gostei tanto que uma visita a borda Norte e Sul já está nos nossos planos futuros de viagem. Esperam que tenham gostado e até a próxima pessoal! :*)

Leia também os posts sobre Las Vegas:

Vegas, baby!

Las Vegas – O que fazer?

Um comentário em “Grand Canyon

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